No mundo

Nos Estados Unidos a primeira Residência em Medicina de Emergência foi criada em 1970 na Universidade de Cincinatti. Já o primeiro Departamento de Medicina de Emergência em uma faculdade de medicina foi criado em 1971, na University of Southern California. Em 1979, o American Board of Medical Specialties, em uma votação histórica, criou oficialmente a especialidade. Atualmente, existem programas de residência com duração de três a quatro anos, de acesso direto ou como extensão de outras especialidades. Após o término de um desses programas, o candidato ao título de emergencista deve ser aprovado em um exame realizado pelo American Board of Emergency Medicine.

Na Austrália e na Nova Zelândia, a certificação de um médico emergencista pelo ACEM (Australasian College for Emergency Medicine) requer um treinamento mínimo de sete anos.

Já no Canadá, há duas rotas diferentes para a formação do médico emergencista: (1) um programa de residência em Medicina de Emergência, de acesso direto, com a duração de cinco anos, certificado pelo Royal College of Physicians and Surgeons of Canada, e (2) um ano optativo para treinamento em emergência voltado para egressos da residência em Medicina de Família, certificado pelo College of Family Physicians of Canada. Usualmente, os médicos envolvidos em pequenos pronto-atendimentos e hospitais do interior, fizeram a segunda formação, enquanto os integrantes do corpo clínico de centros terciários e acadêmicos optam pela primeira formação, de acesso direto, com cinco anos de duração.

No Reino Unido e na Irlanda, o College of Emergency Medicine estabelece um exame para conceder a certificação de Fellow of the College of Emergency Medicine (FCEM). Para submeter-se ao exame, é necessário um treinamento de seis anos.

Na América Latina, a Medicina de Emergência é uma especialidade reconhecida no México, Peru, Colômbia, Venezuela, Panamá e, desde 2012, na Argentina.